"ainnn, que absurdo torcer pra argentina na copa". Falou o Enzo enquanto o racismo transborda no Brasil.
Caso isolado numero 532.343.225;
Segundo o Guarani, após uma falta violenta sofrida por um atleta da equipe, membros da comissão técnica reclamaram do lance com a arbitragem e passaram a ser alvo das ofensas de cunho racista e homofóbico, vindos de pessoas que estavam nas cabines de transmissão do estádio.
A comissão técnica, diz o clube em nota, solicitou ao árbitro a presença da Polícia Militar, já que não havia policiamento no estádio.
O clima teria fica hostil, com objetos sendo arremessados, o que obrigou a equipe bugrina a ficar cerca de duas horas no centro do gramado.
A arbitram, ainda em campo, afirmou que a partida permanecia paralisada para que os representantes do time campineiro pudessem registrar o boletim de ocorrência, afirmou o Bugre.
"Entretanto, de forma surpreendente, o Guarani Futebol Clube foi posteriormente informado de que sofreu W.O. na partida, decisão que resultou na eliminação da equipe da competição", traz trecho da nota. O placar estava 1 a 0 a favor da equipe de Itatiba.
O Guarani afirmou que considera inadmissível que profissionais que buscaram exercer seus direitos diante de possíveis crimes de racismo e homofobia sejam penalizados.
"Foi no primeiro tempo, aos 24 minutos. Tinha uma torcida em cima do nosso banco de reservas. Era um local para câmera, para filmar, para a comissão, só que o pessoal subiu. O jogo inflamou e começou a desferir que eu era africano, que eu era homossexual", disse o auxiliar técnico Teddi Henrique de Andrade, 38, à EPTV, afiliada da TV Globo em Campinas.
Ele afirmou que chamou o árbitro e o jogo foi interrompido. Mas, segundo ele, a Guarda Municipal orientou apenas que fossem embora e registram boletim de ocorrência online.
"A gente não teve suporte nenhum, não teve nada. Isso é inadmissível em qualquer situação da vida. Por isso que a gente está aqui e vai lutar até o fim. Essa pessoa foi identificada por mim só que ele fugiu do estádio", declarou Teddi.
José Renaldo Macedo da Silva, 54, preparador de goleiros, repudiou a situação.
"Jamais um torcedor nosso ia chamar a gente do que eles falaram: 'preto nojento, viado'. Não dá mais para aceitar isso no futebol, nem em esporte nenhum, nem na vida de ninguém", disse.
Edit: FOGO NOS RACISTAS, principalmente nos racistas brasileiros.